Virei empreendedor. E agora?

Olá, pessoal, tudo bem?

Aqui é o Torquato falando. Como disse no vídeo que vai ao ar essa semana, estou fazendo um post especial sobre empreendedorismo aqui no blog das meninas a pedido da Aurélia.

Quem nunca quis começar seu negócio próprio e não sabia por onde começar? Não são poucos os que ficam perdidos em meio a tanta burocracia, documentos e impostos. Por isso, ter ajuda é fundamental. Você pode pedir assistência a um advogado, um amigo com mais experiência em administração ou até mesmo recorrer ao SEBRAE para saber como navegar com mais calma no mar desconhecido que chamamos de empreendedorismo.

Entretanto, existem algumas regras gerais que todo mundo costuma seguir – ou pelo menos deveria – que poderiam simplificar muito sua vida.  Vou usar aqui o exemplo da nossa amiga Mari Seixas para ilustrar com mais clareza as dicas que tenho para vocês. Vamos lá?

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Como começar

Essa pergunta feita pela Kesia pode ter inúmeras respostas e ramificações. Porém eu acredito que o verdadeiro ponto inicial é decidir o que você quer fazer e ter certeza disso. Pode parecer idiotice, mas focar em um único objetivo vai te ajudar se manter fiel a ele e evitar que você “atire para todos os lados”, o que poderia resultar em perda de tempo e dinheiro. A Mari, como vocês sabem, pretende abrir uma confeitaria que prestará serviços de catering. Ela adora cozinhar e até poderia expandir o negócio para montar um pequeno restaurante, por exemplo, mas preferiu se concentrar em algo que realmente lhe dá alegria e prazer e, mais importante, cuja área ela conhece bem, tendo trabalhado tanto tempo com festas e eventos. Conheci pessoas que, na ânsia de terem seu próprio negócio, abriram ao mesmo tempo docerias, perfumarias e até escolas de inglês sem ter conhecimento mínimo de gerência de cada um desses modelos de empresa, o que levou algumas delas à falência. Vá com calma. Quando o seu negócio está nos estágios iniciais, simplificar é fundamental.

A partir do momento em que você definiu seu modelo de negócio, é preciso fazer um estudo minucioso do meio em que ele está posicionado. Descubra qual é o investimento necessário, levando em conta custos como instalações físicas ou virtuais, despesas com material e funcionários, entre outros. Se sua intenção é abrir uma franquia, vale estudar o valor da taxa de franqueamento. Depois, pesquise seus concorrentes diretos e correlatos, como eles se relacionam com os clientes, quanto eles cobram, estude sua imagem no mercado e qual poderia ser o seu diferencial em relação a eles. Se você encontrar dificuldades para encontrar esse tipo de informação, recomendo dar uma olhada no site do SEBRAE ou procurar uma sede da agência próxima a sua casa. Lá eles podem te auxiliar a localizar esses dados com precisão.

O Plano de Negócios

Conforme eu expliquei para a Aline no vídeo, plano de negócios é basicamente o orçamento com o planejamento de gastos da sua empresa. Você precisa colocar absolutamente tudo no papel: desde despesas fixas como água, luz e aluguel até as variáveis como transporte, materiais, entre outros. É importante não se esquecer de nada para não ter uma surpresa desagradável no futuro e garantir mais segurança no seu investimento. Mais uma vez, o site do SEBRAE (vou falar muito dele até o fim do texto), tem um texto muito interessante sobre a realização do plano de negócios. Ele disponibiliza inclusive uma planilha com um modelo para você seguir.

 

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Documentos para abrir a sua empresa

Essa pergunta da Lais tem inúmeras respostas, pois isso pode depender do tamanho e do tipo de sua empresa: se ela é micro, média ou pequena empresa. Vou usar aqui o exemplo da Mari outra vez. Ela está se registrando como MEI (Microempreendedor Individual), uma categoria criada pelo Ministério da Fazenda para pessoas que possuem pequenos negócios sem funcionários na folha de pagamento e cujas empresas possuem rendimento até 60 mil reais por ano. Para se registrar como MEI você precisa se cadastrar no Portal do Microempreendedor munido de:

  • RG
  • CPF
  • Título de Eleitor

Com esses documentos em mãos é só preencher as informações sobre você e sua empresa e aguardar a liberação do seu CNPJ, que não costuma levar mais que 24 horas.  Após a formalização, você deve pagar uma “mensalidade” ou imposto que não costuma passar de 46 reais (44 reais de INSS + valor X dependendo da sua área de serviço). Você também pode escolher pagar uma taxa extra de previdência social para garantir um valor maior para a sua aposentadoria, mas essa é uma despesa eletiva.

Por hoje é só. Se vocês tiverem dúvidas mais específicas, me perguntem pelo twitter que eu volto para responder mais.

Obrigada e até mais,

Torquato

 

 

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